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Antonio Palmieri - A FIGURA DO FICANTE E DO COMPETENTE DENTRO DAS EMPRESAS

By Carlos Alexandre de Oliveira | Maio 16, 2012

Este ponto de vista nasceu de um encontro entre velhos, amigos, consultores que há muito não se viam. A soma da idade do grupo é de quase dois séculos, uma experiência a ser considerada. Como sempre, falamos de tudo. E como não poderia deixar de ser, o assunto empresa entrou na pauta. Entre diversas abordagens, analises e opiniões a respeito de como as empresas são dirigidas, aquela na qual mais nos detivemos foi a da competência profissional.

Mas o que é ser competente? Ao longo do tempo esta palavra ganhou outros prismas. Outrora, o sujeito competente era funcionário que cumpria a contento suas funções. Um pouco mais adiante, o competente passou a ser a pessoa possuidora de “um algo a mais”. Recentemente, o competente passou a ser aquele que detém alto grau de instrução, um diploma de faculdade, por exemplo, pois imaginava se que diplomas eram diferenciais capazes de trazer resultados. O que dizer de hoje, uma vez que grande maioria dos profissionais tem mais de um diploma? Alguns com MBA, Pós-graduações e Mestrados. Começa a se tornar comum gente com doutorado! Diante deste novo quadro, podemos dizer que agora as empresas terão a tão almejada competência em seus quadros funcionais!  Será verdade? Ou não?

Muito já se falou sobre o que é ser competente e também das características básicas que definem esse tipo de pessoa; as mais conhecidas são: saber se relacionar, capacidade de trabalhar em equipe, liderança, ser empreendedor ,  ser focado,  traçar objetivos, assumir riscos, etc. Eu poderia escrever  páginas descrevendo outras características do profissional competente. Por ora, vale-me apenas dizer que competente é a pessoa que alia seu conhecimento a sua capacidade de transformar as coisas, incansável na busca do próprio aprimoramento.

Baseado em minha experiência, gostaria de submeter ao leitor a seguinte visão: o competente é desejado por todos, isto é certo, porém quando o encontram tratam de matá-lo e logo! Por que agem dessa maneira? Porque o competente incomoda. Ele, por sua natureza, seguirá seu curso, que é ir em frente abrindo caminhos, desnudando a estrutura ao seu redor. Desta forma, irá expor seus pares, colocará a chefia em cheque, pois está acostumada a trabalhar a muito tempo desta ou daquela forma. É incontestável que, por essência, o ser humano tenda a se acomodar, razão pela qual as empresas priorizam a contratação de profissionais mais jovens. Acreditam, erroneamente, que os jovens, em função do vigor da idade, terão uma atitude mais firme.

Hoje, devido à globalização, as empresas tem urgência de resultados e de se ajustarem às mudanças, pois atuam em ambientes adversos e voláteis, exatamente onde o “competente” faz a diferença, pois ele não é motivado no resultado pelo resultado, mas, sim, pela paixão, pela necessidade de dar vazão à força criativa de sua personalidade, e que o movimenta.

Como dizia um velho amigo, o vagabundo nasce e assim segue pela vida não importa à idade de tenha, assim é com o preguiçoso, o folgado e tantos outros. Aplicando este conceito, posso concluir que as pessoas são o que são, pois cada qual tem a sua índole, e nada mudará o que elas são. Por isto, o competente não irá ficar muito tempo numa empresa e foi a partir deste raciocínio, desta análise, que nasceu o nosso “herói” o FICANTE.

Que figura é essa? É a do profissional que tratou de seguir a vida de forma cautelosa, correndo poucos riscos, “cumprindo tabela” no jogo empresarial.  Quando uso a expressão “jogo empresarial”, faço com a convicção de bater no âmago da questão, de desnudá-la, de pô-la a descoberto, de tirar-lhe, sem dó nem piedade, a aura mentirosa e dissimulada de “profissionalismo” criada em torno das organizações.   As empresas são formadas por pessoas, que são suscetíveis, por mais que digam o contrario, a toda sorte de sentimentos.

A maioria dos chefes jamais irá promover um funcionário que o desafiar, que afrontar ideias suas. O chefe que adentra na vida pessoal de seus funcionários irá protegê-los e não o fará por profissionalismo, mas sim como um ser humano comum que cria seu circulo social. Quando ouço ou leio entrevistas em que as pessoas afirmam de “boca cheia” que na minha empresa agimos de modo profissional, confesso sentir certo desconforto, pois sou refratário a esse tipo de comentário, sinto vontade de telefonar para o sujeito e dizer-lhe: se você quiser saber o quanto sua empresa é profissional, use um disfarce e se misture aos funcionários na “festinha” de fim de ano. Depois de umas boas doses de uísque, você irá ver os depoimentos sinceros dos funcionários a respeito do profissionalismo que você acredita ter em sua empresa.

A você, que está lendo esse artigo, cabe-me fazer a seguinte propositura: pare e pense por um minuto… Visualize os lugares onde já trabalhou e reflita: as pessoas que tinham postos de comando, realmente mereciam?  Fez-se justiça nas nomeações e na condução dos planos de carreira? Todos eram tratados de modo profissional?

Agora voltemos ao nosso “herói” o FICANTE. Ele talvez não seja essa figura distorcida e enevoada que pintei, talvez seja apenas um SOBREVIVENTE, que, por desequilíbrio de análise, tenha passado incólume pelo crivo organizacional. Seja como for, ele acaba ganhando espaço na medida em que os “competentes” abandonam o barco atrás de outras oportunidades e ele, por sua natureza comedida, vai herdando posições, a despeito de eventualmente não as merecer. Isto acaba acontecendo porque ele age de acordo com as regras e a cartilha da empresa. Quando não, o FICANTE é um politico hábil que sabe manobrar pessoas tirando proveito das circunstancias. Muitos dirão: o que tem isto de errado? Tudo! Afinal falamos em resultados e não em relacionamentos? É nesse ponto que as coisas convergem e se confundem. Como me reportei acima, as empresas são formadas por pessoas que chegam munidas de crenças próprias, valores, credos e toda sorte se emoções. Não há como desassociá-las de suas vidas e características.

OBS: Uma das três pessoas que estavam no encontro relatado no inicio deste artigo foi meu velho amigo e companheiro de: consultoria, treinamento e de muitos artigos criados em parceria, Daniel Strutenskey de Macedo. Ao sair do encontro ontem eu avisei ao grupo e em especial ao Daniel que iria redigir um artigo a respeito do FICANTE, ele imediatamente completou o texto aplicando outras qualidades ao FICANTE, fez dele um profissional na arte de ficar na empresa, completando-o da seguinte forma:

O PROFISSIONAL FICANTE

Os moços agora ficam. Dão um tempo para a relação antes de assumir o namoro. Tempo em geral curto. Enquanto ficam, podem olhar outras pessoas e até ficar com elas nos intervalos. Trata-se de uma experiência sem compromisso, uma espécie de “degustação” de corpos e almas.

O profissional ficante é figura de outro naipe, de outro baralho, melhor dito, pois é um empregado, tem propósitos completamente diferentes.  Detesta experimentar o novo, não se arrisca, é um medroso, mas, apesar destes defeitos, usa de inteligência para ficar. É o cara que consegue um emprego na empresa e vai ficando, não importa o que aconteça. Não ousa, não inventa, não cria, não arrisca nada. Puxa o saco, segue as regras…

Não as segue porque as considere justas e boas, mas porque que é conveniente ficar ao lado dos que as fizeram, os chefes, os patrões, não importa o que eles tenham feito, façam ou venham a fazer. Esta é a primeira estratégia do profissional ficante: nunca se arriscar e concordar sempre com o chefe, principalmente se o chefe for orgulhoso, teimoso ou burro. A lógica é a seguinte: o chefe orgulhoso precisa de plateia, exige a aprovação de todos, isto é inconsciente, ele pode até ser uma pessoa muito inteligente, mas se for ferido em seu orgulho, você já era! O chefe teimoso nunca dá o braço a torcer, logo, não adianta discutir com ele. O burro é burro, dificilmente a sua opinião coincidirá com a dele, melhor fingir que concorda.

A segunda estratégia é a de sondar as ideias da chefia para concordar com elas, dar o seu apoio moral. Note bem, apoio apenas moral, pois as opiniões são perigosas. Só apoia, não sugere nada, não se compromete. Quem sugere é responsável pela sugestão dada. O profissional ficante apenas se compromete com as ideias que vem de cima e toma o cuidado de que está executando “o que a chefia mandou”. Caso não dê nada certo, consola o chefe, mantém seu apoio moral: “é chefia, fizemos tudo que era possível, estou às suas ordens para o que der e vier, conte comigo”. O chefe frustrado se sente aliviado e agradece, às vezes até enternecido, ao profissional ficante, que com estas atitudes começa a ganhar a confiança pessoal e emotiva dos patrões. Atentem para esta sutileza: a confiança pessoal é emotiva, é mais forte e mais eloquente para carreira do que a confiança técnica e profissional.

A terceira estratégia é evitar confrontos diretos com os colegas da empresa e parceiros. O profissional ficante age na moita, não discute frontalmente ainda que se ache coberto e recoberto de razões. Explora as discussões respeitando os pontos de fervura. Ficou quente, recua.  No momento oportuno, sutilmente, covardemente, entrega o colega. Aqueles que disputam os postos se esquentam, tomam partidos e se eliminam mutuamente. Veem que o ambiente ficou tenso e desfavorável e tratam de procurar oportunidades em outras empresas. Enquanto isto, ele vai ficando…

Algum tempo depois, a chefia se dá conta de que o profissional ficante é um funcionário estável, está há vários anos na empresa, conhece os costumes, as rotinas, nunca se coloca contra os superiores, e decide que pode contar com ele. Conhecer a empresa, a sua história e seus costumes é uma vantagem. Ser pessoa de confiança, uma vantagem imensa. Técnico, você contrata no mercado, pessoas que toleram situações adversas e chefes intoleráveis, não. Estas, só com o tempo e a convivência. E assim, devido à convivência de tolerância (fruto do medo da pessoa); da inexistência de problemas anteriores (a pessoa não ousou nada, não se arriscou) e da relação emocional de confiança (apoio moral à chefia), o profissional ficante é promovido.

Os psicólogos dizem que para existir o sádico é preciso que exista o masoquista.  Um não funciona sem o outro. O profissional ficante, uma vez promovido, se espelhará no seu chefe, agirá de modo semelhante, escolherá um subalterno ficante para usufruir uma relação sado-masoquista-ficante. Resumo da ópera: a maioria das empresas, clubes e associações acabam dirigidas por quem foi ficando e uma minoria é dirigida por pessoas de personalidade criativa.

As empresas que se nutrem da relação “sádico-masoquista-ficante” sobrevivem fazendo quase as mesmas coisas e fecham quando as condições de mercado mudam e a concorrência aperta. Observe! Preste atenção na história das empresas! Excluindo as que tiveram falta de capital, pois o dinheiro é um recurso muito caro no Brasil, elas fecharam porque lhes faltou ousadia e criatividade, não foram capazes de desenvolver novos produtos e serviços, foram apenas ficando, os donos cuidaram mais de seus bens pessoais. Quanto tempo a sua empresa ficará no mercado?

O que é personalidade criativa? É a personalidade que reúne estas qualidades: curiosidade (espírito de criança); flexibilidade (disposição de rever); ousadia (gostar de riscos, empreender); originalidade (ideias raras e relevantes); senso de humor; tolerância (aceitar o diferente, ruptura, empatia); visão descondicionada (duvidar, praticar a oposição e o ceticismo); autoestima (confiança, aceitação de sua diferenciação, segurança); fluência, rapidez mental; capacidade de realizar, perseverar, passar aos fatos.

Sem duvida meu amigo Daniel deu um rosto ao FICANTE, criou-lhe a personalidade, o “modus operandi”, suas características, enfim deu-lhe vida. Tudo foi meticulosamente colocado a fim de trazer a luz dos leitores esse tipo de figura que se esgueira pelos cantos das empresas.

Como sempre, gosto de afirmar que este texto não se propõe a criar verdades, nem tampouco desenhar um tratado sobre conduta empresarial, a ideia principal é simplesmente levar o leitor a refletir sobre um ângulo diferente a fim de ou entretê-lo ou de fazê-lo meditar. Só isso nada mais…

Texto de Antonio Palmieri originalmente publicado em: http://palmieripalestras.blogspot.com.br/p/artigos.html

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POR QUE O ABORTO NÃO DEVE SER TOTALMENTE LEGALIZADO NO BRASIL

By Carlos Alexandre de Oliveira | Abril 27, 2012

Não. E para uma discussão mais racional devemos tratar este tema de forma científica, deixando de lado qualquer tipo de argumento religioso (que tem sido a desculpa daqueles que defendem o aborto, alegando a laicidade do estado). Trata-se de uma questão jurídica, no tocante aos direitos do cidadão e criminal e acima de tudo uma questão de democracia, da vontade da maioria. A lógica nos leva a contemplar as exceções: gravidez decorrente de estupro, a morte do feto ou o risco iminente à parturiente. O fato é que a vida é a base de qualquer sistema jurídico moderno. Defensores do aborto alegam o direito pleno das mulheres sobre o seu corpo ou até mesmo questões de saúde pública (inclusive não usam a palavra aborto e sim o termo “interrupção da gravidez”). Mas a mulher biologicamente carrega outro ser humano em seu ventre que deve necessariamente ter os seus direitos garantidos, essencialmente a oportunidade de viver. Quanto a questões de saúde pública, é preciso entender como se formam as políticas sociais no Brasil. Estas devem representar a vontade da sociedade civil e não de uma minoria. A defesa do aborto indiscriminado não se forma no seio da sociedade civil, e sim de movimentos minoritários e radicais. Se vivemos num país democrático, porque não realizar um plebiscito sobre o tema? Não é o que está ocorrendo: minorias representando movimentos ditos “feministas” e a ONU apresentando números inflados, sem qualquer base científica confiável. E mesmo que esses números procedessem de alguma maneira, ainda assim seria abominável defender o aborto, que em última instância trata-se de assassinato. Não devemos esquecer que isso não é novidade: durante a II Grande Guerra a eugenia foi largamente defendida e praticada pelos alemães. Na China, a limitação imposta pelo Estado de 1 filho por família fez com que diversos casais se livrassem das meninas, o que gerou hoje um problema gravíssimo de desproporção: muito mais homens do que mulheres. Por isso, defender o aborto amplo de forma pura e simples gerará o assassinato de crianças, a prática da eugenia (exemplo, a criança vai nascer com Síndrome de Down, então a mãe decide-se pelo aborto). Não existe a fórmula definitiva para evitar que a cada ano ocorram casos de gravidez indesejada (não-prevista). O fato é existem inúmeros instrumentos para evitar a gravidez: anti-concepcionais, preservativos masculinos e femininos e masculinos, DIU, etc. Com tanta modernidade, com tanta ciência, como nós seres humanos, seremos capazes de aprovar o método troglodita de assassinato como política de saúde pública???

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RESPOSTA INEFICAZ DA APPLE AS MINHAS RECLAMAÇÕES…

By Carlos Alexandre de Oliveira | Março 23, 2012

Para aqueles que acompanham a novela da Apple, vejam só, minhas reclamações foram excluídas do communityhosts@apple.com, vejam a resposta:

Em 21 de março de 2012 17:04, <communityhosts@apple.com> escreveu:

Please include the line below in follow-up emails for this request.

Follow-up:  197964119

Dear Carlos Alexandre de Oliveira (Carlos Alex),

Apple removed your post titled, “Why IPAD-APPLE don’t have USB ports and a file manager (like Windows Explorer)??? A good scolding in the pure style of Steve Jobs.” because it contained the following:

Discussion of Apple Policies, Procedures or Decisions

Off-topic or non-technical posts

Rude or inappropriate language

Non-constructive rants or complaints

Our terms of use, which include helpful information about using Apple Support Communities, is located here: https://discussions.apple.com/static/apple/tutorial/tou.html. We encourage you to continue using the Apple Support Communities while abiding by our terms of use.

We are including a copy of your post at the end of this email for your reference.

If you would like to send feedback to Apple about a product, please use the appropriate selection here: http://www.apple.com/feedback

As part of submitting feedback, please read the Unsolicited Idea Submission Policy linked to the feedback page.

Best Regards,

Apple Support Communities Staff

++++++++++

This message is sent from a send-only email account. Any replies sent to this address are deleted automatically by the system.

——————————————————-

A copy of your message for reference:

Dear directors of Apple,

Forgive me for being straight: why you don’t have USB ports and a file manager (like Windows Explorer) program on the IPAD????

As a consumer I think this is very arrogant. Some call this arrogance of market strategy. This is a big mistake!!!! The correctly name for this: corporative deafness!

Do you heard about the BCG matrix? While the IPAD’s life cycle is at the stage of “cows”, nothing does to the listen your costumers. This is really a very big idiocy and you are sleeping, or maybe they are very convinced to the point of not listening to their customers.

So I won’t change my IPAD1 IPAD3, because no change by really meaningful was adopted. Will buy a tabblet with Android platform, which has USB port and file manager.

Please I want to use my IPAD as well as a flash drive! I do not want to be forced to connect to Itunes! Please I want to manage my files in a simple and clever!

Your challenge is to prove that the IPAD is really a “democratic product” and that meets the democratic wish of the customers.

Finally I would like to mention that I’m sorry because I purchased an IPHONE 4GS, because the battery doesn’t last long enough. That’s shameful! As you have had courage to launch a device with battery issues?

Will that remains some humility Honourable directors to understand a lesson so marketing basic?

Don´t “scrull up” with your costumers!!!! Patience is over! This is not propaganda counterattack.

My Iphone serial number is DNPH25NBDT9Y and my IPAD serial number is V503287EETV.

From His furious costumer: Carlos Alexandre (Brazil) – o.carlosalexandre@gmail.com

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Why IPAD-APPLE don’t have USB ports and a file manager (like Windows Explorer)??? A good scolding in the pure style of Steve Jobs.

By Carlos Alexandre de Oliveira | Março 21, 2012

Dear directors of Apple,

Forgive me for being straight: why you don’t have USB ports and a file manager (like Windows Explorer) program on the IPAD????

As a consumer I think this is very arrogant. Some call this arrogance of market strategy. This is a big mistake!!!! The correctly name for this: corporative deafness!

Do you heard about the BCG matrix? While the IPAD’s life cycle is at the stage of “cows”, nothing does to the listen your costumers. This is really a very big idiocy and you are sleeping, or maybe they are very convinced to the point of not listening to their customers.

So I won’t change my IPAD1 IPAD3, because no change by really meaningful was adopted. Will buy a tabblet with Android platform, which has USB port and file manager.

Please I want to use my IPAD as well as a flash drive! I do not want to be forced to connect to Itunes! Please I want to manage my files in a simple and clever!

Your challenge is to prove that the IPAD is really a “democratic product” and that meets the democratic wish of the customers.

Finally I would like to mention that I’m sorry because I purchased an IPHONE 4GS, because the battery doesn’t last long enough. That’s shameful! As you have had courage to launch a device with battery issues?

Will that remains some humility Honourable directors to understand a lesson so marketing basic?

Don´t “scrull up” with your costumers!!!! Patience is over! This is not propaganda counterattack.

My Iphone serial number is DNPH25NBDT9Y and my IPAD serial number is V503287EETV.

From His furious costumer: Carlos Alexandre (Brazil) – o.carlosalexandre@gmail.com

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Por que o IPAD-APPLE não tem portas USB e um programa gerenciador de arquivos (igual ao Windows Explorer)? Um puxão de orelhas no mais puro estilo Steve Jobs!

By Carlos Alexandre de Oliveira | Março 21, 2012

Prezados Diretores da Apple:

Perdoe-me por ser direto: por que os senhores não disponibilizam portas USB e um programa gerenciador de arquivos no IPAD?

Como consumidor acho isto muito arrogante.  Alguns chamam essa arrogância de estratégia de mercado. É um imenso engano. O nome correto disto é “surdez corporativa”!

Os senhores provavelmente ouviram falar da matriz BCG. Enquanto o ciclo de vida do IPAD encontra-se na fase das “vacas leiteiras”, nada é feito para ouvir seus consumidores. Isso é realmente uma idiotice muito grande.

E estão dormindo no ponto, ou talvez sejam muito convencidos a ponto de não ouvir os seus clientes.

Por isso, não vou trocar meu IPAD1 pelo IPAD3, pois nenhuma mudança realmente significativa foi adotada. Comprarei um tabblet com plataforma Android, que tem porta USB e Gerenciador de Arquivos.

Por favor, quero usar meu IPAD também como um flash drive! Não quero ser obrigado a conectar no Itunes! Por favor, quero gerenciar meus arquivos de forma simples e inteligente!

O seu desafio é provar que o IPAD é um produto realmente democrático, que atende o desejo democrático dos seus clientes.

Finalmente gostaria de falar que estou arrependido de ter adquirido um IPHONE 4GS, porque a bateria não dura tempo suficiente. Isso é vergonhoso! Como os senhores tiveram coragem de lançar um aparelho com problemas de bateria?

Será que resta alguma humildade aos senhores diretores para entender uma lição tão básica de marketing? Não pisem na bola com o seu consumidor. A paciência acabou!

Isso não é contra-propaganda. Iphone serial number DNPH25NBDT9Y e IPAD serial number V503287EETV.

De seu consumidor furioso: Carlos Alexandre (Brazil) – o.carlosalexandre@gmail.com

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ARTIGO – MANIFESTANTES DA FFLCH USP – A DITADURA DA MINORIA CONSCIENTE

By Carlos Alexandre de Oliveira | Novembro 2, 2011

Sou ex-aluno da USP, tanto da Escola de Aplicação, como depois por uma passagem pela FFLCH a partir de 1989. Naquela época assim como hoje, as coisas não eram fáceis, trabalhava e estudava, assim como tantos brasileiros. Não existe a fórmula fácil do sucesso: se não nasceu em berço de ouro, é preciso ralar e muito! Naquela época eu já me sentia um peixe fora d´água. Como aquele pessoal conseguia passar o dia todo dentro do campus, discutindo política, fumando e bebendo, como eles conseguiam se manter?

Mais tarde descobri que muitos dependiam de seus pais, que imaginavam que o dinheiro enviado era para cobrir os custos de transporte, alimentação, moradia, etc. O que acontecia de verdade e que o povo ia se amontoando no CRUSP, se encortiçando por assim dizer. Cara, vi muito gente “embichogrilar”. Eu criei esse verbo: a menina chegava lá toda bonitinha e cheirosa e meses depois lá estava ela, enfeiada, os pés sujos, a roupa bagunçada, repetindo um mantra ideológico exatamente igual aos demais.

Eu não agüentei. Existia ali uma espécie de ditadura invertida: patrulhas ideológicas fortíssimas, partidos políticos, enfim, você tinha que ser igual aos caras, se não você era excluído: usar o chinelinho de couro cru azedo, a bolsinha meio hippie do lado da cintura, empunhar os livros que exaltavam Marx, assinar os abaixo assinados ridículos por Cuba e por ai vai… Era a ditadura contra a ditadura (que por sinal tinha acabado em 1985!).

Tratei de arrumar um curso de administração em uma universidade particular e segui a minha vida.

Passados quase 23 anos, muita coisa mudou: o Muro de Berlim caiu, a URSS se dissolveu a partir da perestroika, as democracias afloraram e a liberdade de expressão veio a fórceps, especialmente pela evolução dos meios de comunicação.

Os tempos mudaram, repressão e ditadura são palavras do passado. A livre expressão está ai através da internet e suas ferramentas sociais: facebook e twitter especialmente, além dos jornais eletrônicos e toda a parafernália disponível ao cidadão comum: smartphones, tablets, internet pública, notebooks, netbooks, etc.

E o mais importante de tudo, mesmo os regimes socialistas mais radicais (a exceção da Coréia do Norte e Cuba) perceberam a real dinâmica das economias mundiais. Vivemos hoje num mundo onde as discussões são mais rápidas e dinâmicas e a relatividade das discussões é exposta rapidamente de forma nua e crua através dos meios eletrônicos de comunicação.

E hoje não falamos em comunismo, falamos em terrorismo, falamos em crises econômicas mundiais. As fronteiras são imaginárias. Chineses investem nas bolsas norte-americanas, o capital circula com rapidez, e obviamente a desigualdade social existe, assim como existia há 2000 anos atrás, só que em formatos diferentes. Um tem um tênis da moda, o outro não tem o que comer. Só que a sociedade se mobiliza com mais rapidez, e tenta através de organizações independentes suprir o papel do estado aos menos assistidos. E por ai vai, mas voltando ao foco deste “artigo”, pude constatar com tristeza de que lá na FFLCH, pouca coisa mudou. Não quero generalizar, tem muita gente de bem por lá, querendo vencer na vida, e acredito que seja a grande maioria. Mas as patrulhas ideológicas, os maconheiros, o “encortiçamento” e o “embichogrilamento” continuam por lá, com as mesmas ideologias agora muito ultrapassadas. Sendo minoria, falam então sobre o prevalecimento da opinião da “minoria consciente”. Trata-se de uma nova forma de ditadura, a ditadura dos inconformados (isso mais parece coisa de gente que não sabe perder, enfim…)

E novamente me pergunto: onde estão aqueles caras do passado (e eram milhares deles)? E pergunto: como esses caras sobrevivem hoje, será que não trabalham? Como podem passar o dia todo ocupando (aliás invadindo e depredando) edifícios públicos. Esses caras vivem de quê? De doações, da mesada da família?

Penso que assim como na passado, deve ter muita gente ali que não concluiu seus créditos, que está há bastante tempo ocupando o espaço que poderia ser de um novo aluno, se amontoando nas moradias estudantis, querendo impor a força seu estilo de vida e sua ditadura a grande maioria da sociedade que evoluiu.

Gozado, o professor Gretz em suas palestras fala muito de pessoas que são apaixonadas pelos seus problemas e tenho que dar razão a ele. Muitos vivem do passado, muitos ali tem metade da minha idade, muitos assim como eu, nem atuaram no meio estudantil nos anos de chumbo (esses já são para o bem o para o mal os políticos de hoje: José Serra e José Dirceu por exemplo).

Os ideais de 40 anos atrás não são os mesmos de hoje. Eles já estavam ficando ultrapassados na minha época como estudante (23 anos atrás).

Numa democracia é direito de qualquer cidadão opinar sobre a presença da PM no campus universitário. Só que hoje, o anseio da grande maioria dos cidadãos é pela segurança. Houve uma redução drástica da criminalidade na USP após a chegada da PM (aproximadamente 92%). É uma basófia enorme recorrer a argumentos de 40 anos atrás para pedir o cancelamento do convênio. E a pior manifestação de egoísmo já vista! Uma pena.

Acabou o tempo da ditadura! Acorda pessoal! O que está acontecendo é um movimento completamente vazio e sem apoio da sociedade! A conotação é de vandalismo e apologia ao uso de entorpecentes. Isso é muito ruim para a imagem da própria FFLCH e da maioria de seus estudantes que não apoiam uma minoria dita “revolucionária”. Revolução de quê?

Querer impor um estilo de vida de uma minoria a toda uma comunidade de cidadãos. Isto sim é ditadura!

Vivemos hoje numa democracia. Foi por isso que muitos lutaram nos anos 70. E essa democracia deve ser respeitada. O desejo de segurança dos cidadãos deve ser respeitado. E os alunos revoltosos (por que são minoria) da FFLCH, outrora bastião da liberdade de expressão, devem respeitar a decisão de sua própria maioria (em assembléia interna votaram pelo término da ocupação do prédio da administração, os perdedores inconformados invadiram a reitoria), e além disso devem respeitar a decisão de toda uma comunidade, onde aí se incluem também freqüentadores, especialmente as crianças. Será que não percebem que é uma luta vazia? Resumida a uma mera apologia ao uso de entorpecentes? Que são um exemplo negativo para a sociedade?

Enfim, que estão parados no passado numa espécie de sanduíche: não são aqueles que viveram a ditadura, não são aqueles que respiraram o ambiente estudantil durante a abertura, nem são aqueles que vivem a realidade do tempo presente, não tem nada, nada como bandeira.

Rebeldes sem causa em sua essência querendo impor seu estilo de vida ultrapassado a uma sociedade que se encontra muito mais adiante.

Lamentável. O preço não é pago na flor da juventude, o preço é pago na meia idade (no choro de suas crianças que precisarão de alimento) e na velhice.

Que Deus os ilumine, que possam acordar para um mundo que está caminhando rapidamente antes que seja tarde demais!

 

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BACALHAU NA NATA - SOU FINALISTA! CONTO COM SEU VOTO!

By Carlos Alexandre de Oliveira | Novembro 3, 2010

Oi pessoal, sou um dos 10 finalistas (de 1.300) do concurso de culinária “Sua Receita Oba”, com o Bacalhau na Nata. Preciso do seu voto para ganhar o primeiro lugar! Basta assistir o vídeo no link abaixo e votar. Conto com seu voto! É rapidinho!

http://www.obahortifruti.com/site/mostrarReceitaVotacao.aspx?receita=1097

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FESTIVAL SUA RECEITA OBA

By Carlos Alexandre de Oliveira | Outubro 24, 2010

O Oba Hortifruti está promovendo um concurso que tem como objetivo escolher a melhor receita culinária, por meio dos seguintes critérios de avaliação: “praticidade e criatividade no preparo, originalidade, história, fotografia e receita saúdavel”.

Foram mais de 1400 receitas participantes. Na primeira etapa 50 delas (inclusive a minha: “Bacalhau na Nata”) foram selecionadas para compor o livro “Sua Receita Oba”, cuja renda será destinada ao Centro Infantil Boldrini.

Na segunda etapa, foram selecionadas 10 receitas finalistas e os chefs foram convidados para gravar com a chef Mariana Turchetti filmetes (produção da BankFilms) no espaço gourmet na Hípica em Campinas.

Os filmetes irão ao ar entre 03 e 21/11 para a reta final (votação dos internautas).

Quanta gente bacana! Que produção fantástica! E os finalistas, todos dignos de Oscar!!!!

Pois é pessoal, conto com o voto de vocês! Experimentem o bacalhau é uma delícia!

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A HISTÓRIA DO BACALHAU

By Carlos Alexandre de Oliveira | Outubro 23, 2010

Um Alimento Milenar:

O início do Bacalhau com os Espanhóis e os Vikings

Bacalhau para os povos de língua portuguesa; Stockfish para os anglo-saxônicos; Torsk para os dinamarqueses; Baccalà para os italianos; Bacalao para os espanhóis; Morue, Cabillaud para os franceses; Codfish para os ingleses.

(O nome bacalhau, de acordo com o Dicionário Universal da Língua Portuguesa, tem origem no latim baccalaureu. )

Mundialmente apreciado, a história do bacalhau é milenar. Existem registros de existirem fábricas para processamento do Bacalhau na Islândia e na Noruega no Século IX. Os Vikings são considerados os pioneiros na descoberta do cod gadus morhua, espécie que era farta nos mares que navegavam. Como não tinham sal, apenas secavam o peixe ao ar livre, até que perdesse quase a quinta parte de seu peso e endurecesse como uma tábua de madeira, para ser consumido aos pedaços nas longas viagens que faziam pelos oceanos.

Mas deve-se aos bascos, povo que habitava as duas vertentes dos Pirineus Ocidentais, do lado da Espanha e da França, o comércio do bacalhau. Os bascos conheciam o sal e existem registros de que já no ano 1000, realizavam o comércio do bacalhau curado, salgado e seco. Foi na costa da Espanha, portanto, que o bacalhau começou a ser salgado e depois seco nas rochas, ao ar livre, para que o peixe fosse melhor conservado.

As Guerras do Bacalhau

O bacalhau foi uma revolução na alimentação, porque na época os alimentos estragavam pela precária conservação e tinham sua comercialização limitada ( a geladeira surgiu no século XX). O método de salgar e secar o alimento, além de garantir a sua perfeita conservação mantinha todos os nutrientes e apurava o paladar. A carne do bacalhau ainda facilitava a sua conservação salgada e seca, devido ao baixíssimo teor de gordura e à alta concentração de proteínas.

Um produto de tamanho valor sempre despertou o interesse comercial dos países com frotas pesqueiras. Em 1510, Portugal e Inglaterra firmaram um acordo contra a França. Em 1532, o controle da pesca do bacalhau na Islândia deflagrou um conflito entre ingleses e alemães conhecido como as "Guerras do Bacalhau". Em 1585, outro grande conflito envolveu ingleses e espanhóis.

Por isso, ao longo dos séculos, várias legislações e tratados internacionais foram assinados para regular os direitos de pesca e comercialização do tão cobiçado pescado. Atualmente, com a espécie ameaçada de extinção em vários países, como o Canadá, tratados internacionais de controle da pesca estão sendo revistos, com o objetivo de assegurar a reprodução e a preservação do "Príncipe dos Mares".

A industrialização na Noruega

Foi o mercador holandês Yapes Ypess que fundou a primeira indústria de transformação na Noruega e é considerado o pioneiro na industrialização do peixe.

A partir daí, a crescente demanda na Europa, América e África foi aumentando o número de barcos pesqueiros e de pequenas e médias indústrias pela costa norueguesa, transformando a Noruega no principal pólo mundial de pesca e exportação do bacalhau.

"Se o bacalhau nos abandonar, a que nos agarraremos? O que levaremos a Bergen para trocar por ouro?"

Peter Daas, Trumpet of Nordland, Noruega, 1735

Portugal e o "fiel amigo"

Devemos aos portugueses o reconhecimento por terem sido os primeiros a introduzir, na alimentação, este peixe precioso, universalmente conhecido e apreciado".

(Auguste Escoffier, chef-de-cuisine francês, 1903).

Os portugueses descobriram o bacalhau no século XV, na época das grandes navegações. Precisavam de produtos que não fossem perecíveis, que suportassem as longas viagens, que levavam às vezes mais de 3 meses de travessia pelo Atlântico.

Fizeram tentativas com vários peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar o peixe ideal perto do Pólo Norte. Foram os portugueses os primeiros a ir pescar o bacalhau na Terra Nova ( Canadá ), que foi descoberta em 1497. Existem registros de que em 1508 o bacalhau correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal.

Já em 1596, no reinado de D. Manuel, se mandava cobrar o dízimo da pescaria da Terra Nova nos portos de Entre Douro e Minho. Também pescavam o bacalhau na costa da África.

O bacalhau foi imediatamente incorporado aos hábitos alimentares e é até hoje uma de suas principais tradições. Os portugueses se tornaram os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamado por eles carinhosamente de "fiel amigo". Este termo carinhoso dá bem uma idéia do papel do bacalhau na alimentação dos portugueses.

“Os meus romances, no fundo, são franceses, como eu sou, em quase tudo, um francês – excepto num certo fundo sincero de tristeza lírica que é uma característica portuguesa, num gosto depravado pelo fadinho, e no justo amor do bacalhau de cebolada!”

Eça de Queiroz ( carta a Oliveira Martins )

A Pesca do Bacalhau em Portugal

O bacalhau chegava a Portugal de várias formas. Até o meio do século XX, os próprios portugueses aventuravam-se pelos perigosos mares da Terra Nova, no Canadá, para a pesca do bacalhau.

"Nos finais do séc. XIX, as embarcações portuguesas enviadas à pesca do Bacalhau eram de madeira e à vela, sendo praticada a pesca à linha. Tratava-se de uma prática muito trabalhosa, apenas rentável em regiões onde abundava o peixe. Este tipo de pesca era praticado a partir dos dóri: pequenas embarcações de fundo chato e tabuado rincado, introduzidas em Portugal nos finais do século passado."( Extraído de Apontamentos Etnográficos de Aveiros - Universidade de Aveiros - http://www.dlc.ua.pt/etnografia).

O artigo de Teresa Reis, sobre a Pesca do Bacalhau, retrata um pouco desta aventura:

"Na pesca do bacalhau, tudo era duplamente complicado. Maus tratos, má comida, má dormida…Trabalhavam vinte horas, com quatro horas de descanso e isto, durante seis meses. A fragilidade das embarcações ameaçava a vida dos tripulantes" dizia Mário Neto, um pescador que viveu estes episódios e pode falar deles com conhecimento de causa.

Quando chegava à Terra Nova ou Groenlândia, o navio ancorava e largava os botes. Os pescadores saíam do navio às quatro da manhã e só regressavam à mesma hora do dia seguinte, com ou sem peixe e uma mínima refeição: chá num termo, pão e peixe frito. No navio, o bacalhau era preparado até às duas ou três da manhã. Às cinco ou seis horas retomava-se a mesma faina. Isto, dias e dias a fio, rodeados apenas de mar e céu. … Vidas duras…!"

Nos dias atuais, Portugal importa praticamente todo o bacalhau salgado e seco que consome. Também importa muito bacalhau "verde", que é salgado e curado nas próprias indústrias portuguesas, como a Riberalves, localizada em Torres Vedras.

O começo do bacalhau no Brasil

O hábito de comer bacalhau veio para o Brasil com os portugueses, já na época do descobrimento. Mas foi com a vinda da corte portuguesa, no início do século XIX, que este hábito alimentar começou a se difundir. Data dessa época a primeira exportação oficial de bacalhau da Noruega para o Brasil, que aconteceu em 1843.

Na edição do Jornal do Brasil de 1891 está registrado que os intelectuais da época, liderados por Machado de Assis, reuniam-se todos os domingos em restaurantes do centro do Rio de Janeiro para comer um autêntico "Bacalhau do Porto" e discutir os problemas brasileiros. Mais de um século depois, ainda são muito comuns nos restaurantes especializados estes "almoços executivos", onde a conversa sobre negócios é feita saboreando um bom bacalhau.

A tradição popular do bacalhau

Durante muitos anos o bacalhau foi um alimento barato, sempre presente nas mesas das camadas populares. Era comum nas casas brasileiras o bacalhau servido às sextas-feiras, dias santos e festas familiares.

Após a 2ª Guerra Mundial, com a escassez de alimentos em toda a Europa, o preço do bacalhau aumentou, restringindo o consumo popular. Ao longo dos anos foi mudando o perfil do consumidor do bacalhau, e o consumo popular do peixe se concentrou, principalmente, nas principais festas cristãs: a Páscoa e o Natal.

Atualmente, o bacalhau está totalmente incorporado à cultura culinária brasileira. Todos os bons restaurantes oferecem em sua carta o nobre pescado, e o bolinho de bacalhau é preferência nacional nos bares e botequins. Como em Portugal, também desperta paixões e inspira famosos escritores.

"Gosto de bacalhau seco, compacto. Sempre esqueço que é um peixe que singrou outrora os mares até cair nas malhas e na ganância dos pescadores. Presente raro dos deuses, o bacalhau, para mim, nasceu simplesmente salgado, sempre em postas e, neste estado, graças ao engenho humano, é levado à mesa e entregue à sanha de nossa gula."

Nélida Piñon, Brasil, 1996

A tradição religiosa do Bacalhau na Páscoa e no Natal

A Igreja Católica, na época da Idade Média, mantinha um rigoroso calendário onde os cristãos deveriam obedecer os dias de jejum, excluindo de sua dieta alimentar as carnes consideradas "quentes". O bacalhau era uma comida "fria" e seu consumo era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum. Com isso, passou a ter forte identificação com a religiosidade e a cultura do povo português.

Conforme relatam os autores do livro "O Bacalhau na Vida e na Cultura dos Portugueses":

"O número de dias de jejum e abstinência a que se sujeitavam anualmente os portugueses era considerável, não se limitando ao período da Quaresma, a época do ano em que o bacalhau era "rei" à mesa. Segundo Carlos Veloso, durante mais de um terço do ano não se podia comer carne. Assim era na "Quarta-Feira de Cinzas e todas as Sextas e Sábados da Quaresma, nas Quartas, Sextas e Sábados das Têmperas, (n)as vésperas do Pentecostes, da Assunção, de Todos-os-Santos e do dia de Natal e ainda nos dias de simples abstinência, ou seja, todas as Sextas-Feiras do ano não coincidentes com dias enumerados para as solenidades, os restantes dias da Quaresma, a Circuncisão, a Imaculada Conceição, a Bem-Aventurada Virgem Maria e os Santos Apóstolos Pedro e Paulo."

O rigoroso calendário de jejum foi aos poucos sendo desfeito, mas a tradição do bacalhau se mantém forte nos países de língua portuguesa até os dias de hoje, principalmente no Natal e na Páscoa, as datas mais expressivas da religião católica, onde se comemoram o Nascimento e a Ressurreição de Cristo.

Fonte: http://www.bacalhau.com.br/

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Jovem da Geração Y deve respeitar profissionais experientes a favor de seu próprio crescimento

By Carlos Alexandre de Oliveira | Julho 30, 2009

Por Manuela Mesquita - High Potential Training 

Para Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, falta aceitação das diferenças entre gerações dentro de organizações.

O jovem da Geração Y é educado com a certeza de que pode tudo, sua auto confiança é tamanha que ela pode ser, em muitos casos, auto destrutiva. Essa é a opinião de Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, que participou no dia 22 de julho do SAO Executive Experience em São Paulo.

O Programa, que aconteceu entre os dias 19 e 26 de julho, teve como objetivo colocar jovens universitários e recém formados de todo o País em contato com o mercado e expertise de São Paulo. Foram cerca de 15 executivos que compartilharam experiências de vida, negócios e carreira durante toda a semana.

De acordo com Eline, muitos jovens já ingressam nas empresas com a pretensão de que são bons em tudo o que fazem. Embora esse comportamento seja positivo em alguns aspectos, faz com que essa geração não se relacione bem com as outras, já que as consideram atrasadas e não buscam entender as diferenças ou sequer aprender com os mais experientes.

Em contraponto, a executiva explica que as companhias também não estão aptas a receber estes novos profissionais, pois resistem em mudar a gestão do negócio, que certamente não deve mais caminhar como antigamente.

A Geração Y, também conhecida como Geração da Internet, refere-se aos nascidos após 1980. Esta geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Acostumados a conseguirem o que querem, não se sujeitam às tarefas subalternas de início de carreira e lutam por salários ambiciosos desde cedo.
“O conceito de autoridade dentro da organização deve ser repensado, os chefes de hoje devem ser muito mais par para entender e aproveitar o que esse jovem tem de bom, sendo que este não deve ter a ilusão de que sabe mais para poder assumir o lugar de seus chefes tão rapidamente”, opina Eline.

A presidente do Grupo Foco acredita que as gerações podem conviver perfeitamente, mas para isso precisam se aceitar para ver onde está essa diferença e compreendê-la. Essa consciência, segundo ela, será fundamental para que não haja uma deterioração organizacional, em que a empresa se ocupe mais com as brigas internas do que com seu verdadeiro foco, o cliente e o mercado.

Fonte: Administradores - BR - http://www.administradores.com.br/noticias/jovem_da_geracao_y_deve_respeitar_profissionais_experientes_a_favor_de_seu_proprio_crescimento/24849

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